O afrofuturismo é o movimento/filosofia de pensar o futuro sob uma perspectiva afrocentrada. A ideia, criada na década de 1960, veio a partir da necessidade de criar um futuro em que pessoas pretas guiassem e não só seguissem o caminho.
Segundo o CEO da Zygon AdTech e vice-presidente do comitê de diversidade & inclusão da IAB Brasil, Lucas Reis, a produção de conteúdo permite que criemos games ou filtros em que as pessoas conseguirão se sentir representadas daqui a algum tempo ou se colocar em alguns lugares, destacando ou simplesmente fazendo com que características negras permaneçam. Por exemplo, alguns filtros têm um efeito clareador de pele ou afinam o nariz, o que é completamente na contramão do que o afrofuturismo prega.
A ideia é que pessoas negras consigam se ver no futuro ou até numa outra realidade, mas com os traços que os definem como pessoas negras. Pesquisas recentes mostram que a maior parte das pessoas não se sentem representadas na publicidade. Ainda de acordo com Lucas Reis, o marketing digital é responsável pela circulação de informações, do conhecimento do que queremos fazer no futuro, do que achamos bonito ou feio, do que vamos consumir ou não e também em que lugar podemos estar ou não.