A PEC dos Precatórios, enviada pelo governo ao Congresso Nacional no início de agosto, diminuiu o ritmo das negociações no mercado secundário de precatórios.

Segundo o especialista Allan Edward, CEO da Ori Assets, com esse cenário, alguns dos que compram precatórios acima de R$ 455 mil tem se sentido retraídos, ainda que outros que trabalham com precatórios de menor valor permaneçam atuando.

As expectativas são que os participantes desse mercado cedam ao parcelamento dos débitos do governo. 

Caso seja aprovada, o atraso dos pagamentos prejudicaria principalmente os pequenos credores do governo.

Porém, com os protestos de 7 de setembro e a relação instável entre o presidente e os ministros do STF, as chances para uma solução alternativa para o problema tendem a diminuir.

De acordo com Edward, ainda que a proposta do CNJ vá em frente, ela traria um alívio momentâneo, mas geraria problemas no futuro.