A partir do próximo ano, o Novo Ensino Médio será implementado no Brasil. De acordo com a educadora Andrea Ramal, é esperado que, nesse primeiro momento, os docentes, responsáveis e alunos fiquem temerosos com as mudanças previstas, mas é preciso compreender que a reforma no Ensino Médio é extremamente importante e necessária para o desenvolvimento da educação brasileira que, há anos, encontra-se estagnada. Para a educadora, as mudanças trarão novas perspectivas à atual geração para terem, de fato, uma educação transformadora e com potencial para prepará-los para ocupar novos espaços no mercado de trabalho e na sociedade.

“Uma das principais novidades do Novo Ensino Médio é em relação aos itinerários formativos, que são conjuntos de aulas e atividades, oferecidos pela escola, referentes às áreas de conhecimento da BNCC. O estudante terá mais tempo para se dedicar ao que gosta e ao que pretende fazer no futuro. O aluno terá estudado o básico e terá a oportunidade de analisar o que quer fazer; se ele quiser seguir a carreira de engenharia, por exemplo, então poderá escolher um itinerário com matemática e física. O estudante não vai precisar, obrigatoriamente, já saber a profissão que quer, mas ter uma área de interesse, como humanas ou exatas. Cada escola poderá oferecer o itinerário formativo que desejar e os alunos poderão fazer a mudança de itinerário quando quiserem”, afirma. 

Ramal afirma, ainda, que a formação profissional e técnica também será mais uma alternativa para o aluno. O Novo Ensino Médio permitirá que o jovem opte por uma formação profissional e técnica dentro da carga horária do ensino médio regular. Ao final dos três anos, os sistemas de ensino deverão certificá-lo no Ensino Médio e no curso técnico ou nos cursos profissionalizantes que escolheu.

Por fim, a especialista lembra que é fundamental que os gestores das escolas atuem como dinamizadores de boas práticas e de experiências pedagógicas inovadoras e de sucesso. É necessário desburocratizar o ensino e flexibilizar a educação para atender aos mais diversos perfis e modalidades de aprendizagem. As famílias também têm papel fundamental nesse novo processo da vida escolar dos jovens. É preciso criar espaços e tempos de diálogo com os filhos, mostrando suas possibilidades de escolha, avaliando seus interesses e, consequentemente, orientando-os nas escolhas.